A violência contra cristãos em diversas partes do mundo tem ganhado destaque, mas o recente assassinato de um evangelista em Uganda traz à tona uma realidade alarmante que muitos preferem ignorar. Alfred Kitenga, um dedicado pregador do Evangelho, foi assassinado em uma emboscada orquestrada por extremistas islâmicos, em um ato de violência que não só tirou sua vida, mas também abalou toda a comunidade cristã local.
No dia 9 de abril de 2026, Alfred e sua esposa, Anna Grace Nabirye, estavam retornando para casa após um culto realizado na região de Namungoona, em Kampala. O casal, confiando na bondade de estranhos que se apresentaram como motoristas de mototáxi, aceitou uma carona oferecida por quatro homens que alegaram ser cristãos e participantes do evento. “Acreditamos neles porque disseram que eram companheiros de crença que ouviram a mensagem”, relatou Anna em entrevista ao Morning Star News, descrevendo a confiança que depositaram nos homens.
Durante o trajeto, os motoristas sugeriram uma rota alternativa, alegando congestionamento. O casal, inocentemente, aceitou a mudança de percurso. No entanto, a situação rapidamente se transformou em um pesadelo. Um dos motoristas começou a se comunicar em uma língua estranha ao telefone, e, em um instante, três homens apareceram na estrada. Anna relembra que “o que veio depois foi repentino e violento”. O grupo atacou Alfred e Anna, espancando-os brutalmente. O evangelista foi esfaqueado e não sobreviveu aos ferimentos. A esposa foi poupada da morte, mas deixada traumatizada e à beira da estrada, onde conseguiu buscar ajuda.
Após o ataque, Anna procurou líderes de uma igreja local, que rapidamente se mobilizaram para encontrar Alfred. Infelizmente, ao chegarem ao local, encontraram o corpo sem vida do evangelista, deixando a comunidade em choque e luto. A tragédia foi amplamente lamentada por líderes cristãos locais, que destacaram a dedicação de Alfred em compartilhar o Evangelho, especialmente em áreas com população muçulmana predominante. “Esta é uma perda dolorosa para o corpo de Cristo”, disse um dos líderes, que pediu orações e apoio à família enlutada.
O assassinato de Alfred Kitenga levanta sérias preocupações sobre a segurança dos evangelistas e missionários em Uganda. Em face do aumento da violência, muitos líderes da comunidade cristã estão clamando por medidas de proteção mais rigorosas para aqueles que se dedicam à pregação do Evangelho em regiões onde a perseguição religiosa é palpável. A Constituição de Uganda garante a liberdade religiosa, mas, apesar disso, ataques a cristãos têm sido recorrentes, especialmente em áreas onde a população muçulmana é significativa, representando cerca de 12% do total da população do país.
Em uma análise mais ampla, o ataque a Alfred é parte de um padrão mais amplo de perseguições religiosas que têm sido cada vez mais documentadas em Uganda. O país ocupa o 52º lugar na lista de perseguição global da Missão Portas Abertas, um reflexo da crescente intolerância religiosa enfrentada por cristãos em várias regiões. Nos últimos anos, pastores, evangelistas e pregadores têm sido alvos de emboscadas realizadas por extremistas islâmicos, um fenômeno que gera temor entre aqueles que se dedicam à evangelização.
A morte de Alfred Kitenga não é apenas uma estatística – é um lembrete sombrio da realidade que muitos cristãos enfrentam diariamente em Uganda e em outras partes do mundo. A luta pela liberdade de crença e expressão religiosa continua, e a necessidade de solidariedade e apoio àqueles que enfrentam a perseguição é mais urgente do que nunca.
Posicionamento do Gospel News Brasil
O Gospel News Brasil se solidariza com a família de Alfred Kitenga e com toda a comunidade cristã de Uganda neste momento de dor e luto. Reiteramos nossa posição contra qualquer forma de perseguição religiosa e defendemos o direito de todos a praticar sua fé livremente. É fundamental que a comunidade internacional se una para combater a intolerância e a violência, promovendo um mundo em que todos possam viver em paz, independentemente de suas crenças. Nossos pensamentos e orações estão com todas as vítimas de perseguição religiosa e suas famílias.
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FONTE PRINCIPAL: guiame.com.br

