Preacher Found Dead in Russian Prison 

A morte de Khristolyub Bozhiy, um blogueiro e pregador conhecido na internet como “Vegan Christ-Lover of God”, trouxe à tona questões alarmantes sobre os direitos humanos e a liberdade de expressão na Rússia. Bozhiy, de 43 anos, faleceu sob circunstâncias misteriosas enquanto estava sob custódia russa, levantando preocupações sobre as condições de detenção e o tratamento de dissidentes no país.

Bozhiy era uma figura polêmica que usava sua plataforma online, que incluía um blog e um canal no YouTube, para expressar suas opiniões sobre religião, veganismo e a guerra na Ucrânia. Ele se autodenominava um ativista cristão e pacifista, defendendo a paz em um momento em que o conflito ucraniano estava em pleno vigor. No entanto, sua visão crítica sobre o Islã e sua oposição à recrutações forçadas para a guerra na Ucrânia acabaram gerando problemas legais que culminaram em sua prisão.

As investigações contra Bozhiy começaram em novembro de 2023, e, em fevereiro de 2025, ele foi condenado pelo Tribunal Regional de Voronezh a três anos em uma colônia penal por ofender muçulmanos. Para agravar a situação, as autoridades também ordenaram que ele passasse por tratamento psiquiátrico devido à sua defesa da reabilitação do nazismo, uma acusação grave e que, segundo seus apoiadores, não tinha fundamento.

Após um período inicial de encarceramento, Bozhiy foi transferido para um centro de detenção pré-julgamento no início de abril de 2026, onde logo foi colocado em uma cela isolada. Em relatos feitos por ele antes de sua morte, Bozhiy mencionou que foi submetido a cinco dias de solitária desde sua chegada e que depois recebeu mais quinze dias de isolamento sem justificativa clara. Essa experiência extrema de isolamento psicológico e físico foi comentada por pessoas próximas, que relataram a tensão que ele mantinha com a administração do local e a dificuldade nas relações com outros detentos.

Em 17 de abril, seu pai foi informado de que seu filho havia falecido, mas não recebeu detalhes sobre a causa até que foi convocado a retirar o corpo no dia 20. Ao chegar ao escritório do investigador, foi informado de que Bozhiy havia sido encontrado pendurado em sua cela isolada. Essa notícia chocou a família, que não acredita que ele tenha cometido suicídio. Aparentemente, o blogueiro havia realizado uma greve de fome de nove dias sob pressão e havia manifestado a intenção de repetir esse ato caso as tensões aumentassem novamente.

A morte de Khristolyub Bozhiy não foi um caso isolado. Ele se tornou o terceiro prisioneiro pacifista a morrer sob custódia russa em apenas um mês, levantando sérias suspeitas sobre as circunstâncias de sua morte. Em resposta, uma investigação por negligência foi aberta com base no Artigo 293 do Código Penal Russo, mas a transparência no processo é questionável. Informações divulgadas pela plataforma de notícias SOTAvision indicaram que as câmeras na área onde Bozhiy estava detido podem não ter funcionado no momento de sua morte, o que só aumenta as dúvidas sobre o que realmente aconteceu.

O legado de Bozhiy, no entanto, não se limita às suas trágicas circunstâncias de morte. Em seus vídeos e escritos, ele sempre ligou sua fé à luta pela paz. Em sua última manifestação, ele exibiu um cartaz com a mensagem: “Jesus ordenou amar os inimigos, não matar, pois Deus é amor. Os assassinos não herdarão o Reino de Deus”. Essa afirmação ressoa profundamente em um mundo que frequentemente parece mergulhado em conflitos e divisões.

Posicionamento do Gospel News Brasil

O Gospel News Brasil se posiciona firmemente em defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão, independentemente de crenças ou convicções. A morte de Khristolyub Bozhiy é um lembrete sombrio de que a luta pela paz e pela verdade pode ter consequências trágicas em regimes autoritários. Continuaremos a acompanhar de perto essa situação e a promover discussões sobre a importância da liberdade religiosa e das vozes que se levantam contra a opressão. Acreditamos que cada vida tem um valor inestimável e que devemos nos unir em defesa daqueles que sofrem injustamente.

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FONTE PRINCIPAL: persecution.org

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