Davi Passamani aciona

Um dos nomes mais proeminentes do cenário gospel, Davi Vieira Passamani, cantor e pastor, está envolto em uma polêmica que promete reverberar no meio religioso e musical brasileiro. Passamani, que foi o fundador da Casa Ministério Cristão e atuou como seu presidente de setembro de 2017 até dezembro de 2023, protocolou uma ação judicial na Justiça do Estado de Goiás, visando a intervenção na administração da Igreja Casa e de suas entidades associadas, como o catálogo Casa Worship. O processo, registrado sob o número 5579469-60.2026.8.09.0051 e que tramita na 4ª UPJ das Varas Cíveis e Ambientais de Goiânia, busca a destituição da diretoria atual, a nomeação de uma administração provisória e a restituição de valores que, segundo o autor, foram mal administrados.

A petição inicial, datada de 25 de junho de 2026, levanta questões sobre a administração interna da Igreja Casa após a saída de Davi. Ele renunciou à presidência em 26 de dezembro de 2023, alegando problemas de natureza familiar, mas desde então, afirma ter mantido seu vínculo como membro e líder espiritual da igreja, além de ser um dos fundadores. No entanto, Davi alega que a atual administração, que inclui sua ex-esposa, Giovanna de Almeida Lovaglio, e outros indivíduos próximos, estabeleceu um controle familiar da entidade, o que poderia comprometer a missão e os princípios originais da igreja.

O documento detalha que, após a saída de Davi da presidência, houve uma reorganização que culminou na eleição de Mariana Lovaglio Dantas Moura como nova presidente da Casa Ministério Cristão em dezembro de 2024, com Áthila Moura Barbosa na tesouraria. Esse novo arranjo administrativo, segundo Davi, não apenas alterou a estrutura de poder da igreja, mas também criou um novo CNPJ para a Igreja Casa em outubro de 2024, operando sob o mesmo endereço e com funções semelhantes às da Casa Ministério Cristão.

Um dos pontos mais críticos da ação de Davi diz respeito aos direitos econômicos relacionados ao catálogo Casa Worship. Em uma sentença arbitral datada de dezembro de 2024, a Casa Ministério Cristão foi reconhecida como titular da marca Casa Worship, fato que implica que a entidade deveria ser a principal beneficiária das receitas futuras originadas das atividades do catálogo. Davi argumenta que a CW Produções Ltda, responsável pelo tratamento tributário das receitas, não deveria reter esses valores, mas sim repassá-los à Casa Ministério Cristão. Ele afirma que a igreja deveria receber 90% das receitas, com apenas 10% destinados a honorários advocatícios.

Os números apresentados na ação revelam uma queda acentuada nas finanças da Casa Ministério Cristão após a saída de Davi da presidência. Em 2023, a entidade registrou uma receita bruta de R$ 5.585.624,98 e um superávit de R$ 1.480.505,08. No entanto, em 2024, a receita caiu para R$ 2.025.328,71, resultando em um déficit de R$ 124.191,86. Já em 2025, a situação se agravou, com uma receita de apenas R$ 288.462,52 e um déficit de R$ 448.880,46. O balanço patrimonial de 2025 indicava um caixa zerado e um passivo circulante de R$ 1.107.853,74.

Davi também trouxe à tona informações sobre royalties do catálogo Casa Worship, que teriam gerado uma receita líquida de R$ 1.345.633,94 entre janeiro e agosto de 2025, valores que, conforme alega, não foram devidamente contabilizados pela administração atual da Casa Ministério Cristão.

Com o intuito de proteger os interesses financeiros e estruturais da igreja, Davi Passamani solicitou uma tutela de urgência ao judiciário, pedindo a destituição das atuais diretorias e sua nomeação como administrador provisório por um período de 12 meses. A expectativa é que a Justiça atenda ao pedido, permitindo que Davi reestabeleça uma gestão que reflita os valores centrais que fundamentaram a criação da Casa Ministério Cristão.

Essa situação não é apenas um desdobramento de questões administrativas, mas revelações profundas sobre a dinâmica e os desafios enfrentados por instituições religiosas no Brasil. Os desdobramentos desse processo certamente trarão à tona discussões sobre governança, transparência e ética no meio religioso, temas que são cada vez mais relevantes em um cenário onde a gestão de recursos e o compromisso com a missão da igreja são constantemente debatidos. O clamor de Davi por justiça e responsabilidade financeira poderá, assim, reverberar em um debate mais amplo sobre a administração de igrejas e ministérios no país.

Posicionamento Gospel News Brasil

A ação judicial movida pelo cantor e pastor Davi Passamani contra a Igreja Casa e suas entidades associadas levanta questões importantes sobre a administração e a transparência nas instituições religiosas. É fundamental que os líderes e a comunidade eclesiástica mantenham uma conduta ética e responsável, sempre priorizando o bem-estar espiritual e financeiro dos fiéis. A busca por intervenções legais deve ser vista com cautela, pois o caminho da resolução de conflitos internos deve, sempre que possível, ser pautado pelo diálogo e pela reconciliação.

A Palavra de Deus nos ensina sobre a importância da unidade e do amor dentro da comunidade cristã. Em momentos de crise, é essencial que os membros da igreja se voltem para a oração e a busca da sabedoria divina, a fim de resolver as divergências sem prejudicar o corpo de Cristo. Que essa situação sirva como um convite à reflexão sobre como podemos edificar nossas comunidades na fé, sempre com integridade e amor ao próximo. “E assim, se alguém não cuidar dos seus, principalmente dos da sua própria casa, negou a fé e é pior do que o infiel.” – 1 Timóteo 5:8

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FONTE PRINCIPAL: folhagospel.com

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