Cristã no Afeganistão foge com recém-nascido e marido baleado após perseguição religiosaImagem ilustrativa: Cristã no Afeganistão enfrenta fuga dramática após conversão ao cristianismo

Por Redação do Gospel News Brasil
09 de março de 2026


Família afegã enfrenta perseguição e fuga dramática após se converter ao cristianismo

Zakie (pseudônimo) é uma cristã no Afeganistão cuja história reflete a realidade brutal enfrentada por milhares de convertidos ao cristianismo em um dos países mais perigosos do mundo para se professar a fé em Jesus. Nascida em uma família muçulmana devota, sua vida era controlada por regras rígidas desde a infância.

Quando se aproximava do fim do Ensino Médio, Zakie foi dada em casamento a um homem também muçulmano. Como tantas outras mulheres afegãs, sua vida não lhe pertencia — ela apenas trocou a autoridade do pai pela do marido. Mas o que ela não esperava é que a verdadeira liberdade começaria dentro das paredes de sua própria casa.

A transformação não começou com um sermão ou um folheto, mas com seu marido. Ele, que antes era rápido para revidar, duro e indiferente, começou a mudar. Sua raiva desapareceu, ele passou a demonstrar afeto e até perdoar. Tudo porque ele havia encontrado Jesus. Quando ele finalmente compartilhou sua fé, para Zakie não foi difícil segui-lo.

“A paz entrou na minha vida. No passado, eu era muito angustiada. Estava sempre pensando em como eu não tinha adorado a Deus, não tinha jejuado, não tinha feito sacrifícios. Eu achava que não poderia chegar ao céu. Hoje, quando oro, adoro e glorificamos o nome do Senhor Jesus Cristo, fico feliz porque sei que estou salva. Tenho um lugar no Reino de Deus”, testemunha Zakie.

Mas essa certeza seria rapidamente colocada à prova.

Cristã no Afeganistão foge com recém-nascido e marido baleado após perseguição religiosa
Imagem ilustrativa: Cristã no Afeganistão enfrenta fuga dramática após conversão ao cristianismo

Denunciados pelo Talibã e marcados como infiéis

Em comunidades unidas como a de Zakie, segredos são difíceis de guardar. Logo, a fé recém-descoberta da família era óbvia demais para esconder. A rejeição foi rápida e intensa, pois deixar o islã é visto como uma traição à família e à cultura. Até as crianças da vila olhavam para ela com desprezo.

Zakie sentia a dor, mas quando orava, sempre encontrava força para perdoar. A cristã no Afeganistão e sua família podiam suportar a rejeição social, mas logo a hostilidade se tornou violenta. Moradores da vila os denunciaram ao Talibã.

“Eles levaram meu marido duas vezes, o torturaram, e até pensamos que o haviam matado. Eles queriam nos eliminar. Não podíamos nem ficar em nossa própria casa por uma noite. Estávamos sempre indo de uma casa para outra, com medo de que nos matassem e levassem nossas filhas”, relata Zakie.

O perigo chegou ao ponto crítico apenas três meses antes de o Talibã tomar completamente o Afeganistão em 2021. “Meu marido, minhas filhas e eu tínhamos ido à casa de um parente. Quando saímos, uma motocicleta parou na rua e um homem atirou no meu marido.” O cristão sobreviveu, mas a mensagem era clara: saiam ou morram.

“Levamos meu marido ao hospital, mas estávamos muito assustados e naquela mesma noite fugimos do Afeganistão”, diz Zakie. A decisão de partir foi agonizante. Ela havia acabado de dar à luz e precisava cuidar de um recém-nascido enquanto ajudava seu marido ferido.


A esperança em Cristo em meio à perseguição

Hoje, Zakie e sua família vivem em segurança em um país da Ásia Central. Olhando para trás, ela vê a bondade de Deus mesmo nos momentos mais desesperadores. Embora esteja longe de casa, seu coração permanece com as mulheres de sua terra natal. Agora ela trabalha com mulheres refugiadas que sofreram o mesmo trauma que ela.

A vida como refugiada não é fácil. Como cristã no Afeganistão, Zakie ainda corre risco em sua comunidade, mas mesmo em meio à perseguição, ela se apega à esperança porque sabe quem Jesus é.

A história de Zakie ecoa a de tantos outros cristãos perseguidos ao redor do mundo, como o líder cristão no Cazaquistão que foi preso e teve sua casa invadida por tentar registrar sua igreja, ou os pastores que oraram por Trump no Salão Oval em um contexto de total liberdade religiosa.

Enquanto em alguns países líderes religiosos têm acesso livre às mais altas esferas do poder para orar, em lugares como o Afeganistão, ser cristão pode significar tortura, perseguição e fuga.


O ministério entre refugiadas afegãs

Os parceiros da Portas Abertas na Ásia Central estão apoiando Zakie para continuar seu ministério entre mulheres refugiadas afegãs. Há outras cristãs como ela que têm um chamado e uma paixão por servir mulheres e oferecer-lhes esperança.

O apoio da Portas Abertas por meio de ajuda emergencial — distribuição de alimentos, medicamentos e roupas — permite que cristãs no Afeganistão como Zakie cumpram seu chamado e sejam fortalecidas em suas necessidades.

Diferente da realidade de países como o Brasil, onde a liberdade religiosa permite celebrar publicamente a fé, para uma cristã no Afeganistão a própria sobrevivência depende do anonimato e da fuga.


Posicionamento do Gospel News Brasil

Gospel News Brasil se solidariza com Zakie e sua família, e com todos os cristãos perseguidos ao redor do mundo. A história dessa cristã no Afeganistão nos lembra do alto preço que muitos pagam por seguir a Jesus.

Enquanto no Brasil podemos nos reunir livremente em igrejas e celebrar nossa fé, em países como Afeganistão, Cazaquistão e Nepal nossos irmãos enfrentam tortura, prisão e exílio simplesmente por professarem sua fé em Cristo.

Que o testemunho de coragem de Zakie nos inspire a:

  • Orar pelos cristãos perseguidos
  • Valorizar a liberdade religiosa que temos
  • Apoiar organizações como a Portas Abertas que levam auxílio a esses irmãos
  • Nunca esquecer que o corpo de Cristo é global e o sofrimento de um afeta a todos

Que Deus continue fortalecendo Zakie e sua família, e que muitas mulheres afegãs encontrem esperança através de seu ministério.


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FONTE PRINCIPAL:
Portas Abertas

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