Recentemente, a Igreja Zion, uma das maiores redes de igrejas domésticas da China, celebrou a libertação de nove de seus membros, que passaram mais de oito meses detidos em prisão. Essa notícia, divulgada em um comunicado na sexta-feira, 19 de junho, abre um pequeno espaço de esperança em meio a um cenário de crescente repressão religiosa no país. A libertação dos cristãos aconteceu no dia 22 de junho de 2026, após o cumprimento do período máximo de detenção investigativa permitido pela legislação chinesa. No entanto, a alegria pela liberdade não é completa, uma vez que nove líderes da igreja continuam encarcerados e enfrentam acusações mais graves.
Os membros libertados, incluindo Sun Cong, Liu Jiang, Li Shengjuan, e outros, foram recebidos com emoção por familiares e congregantes do lado de fora do centro de detenção em Beihai. Segundo relatos, todos estavam em boas condições físicas e emocionais ao reencontrar suas famílias. A celebração da libertação foi reforçada por Bob Fu, presidente da organização ChinaAid, que monitora a perseguição religiosa na China. Em sua declaração, ele enfatizou que a liberdade dos nove crentes é um desenvolvimento bem-vindo que responde às orações de muitos cristãos ao redor do mundo.
No entanto, a situação dos líderes da Igreja Zion é alarmante. Entre eles, o pastor fundador Ezra Jin Mingri e outros oito líderes enfrentam graves acusações de “operações comerciais ilegais” e “fraude”. Essas novas acusações são vistas como parte de uma estratégia mais ampla do governo chinês para reprimir a liberdade religiosa e controlar as atividades das igrejas não registradas. Os líderes foram transferidos para a Procuradoria do Povo do Distrito de Yinhai, em Beihai, onde devem ser processados, mas seus advogados ainda não tiveram acesso completo aos documentos acusatórios, tornando a defesa um desafio significativo.
As autoridades da Igreja Zion negaram veementemente as acusações, afirmando que suas atividades, que incluem treinamento bíblico e doações voluntárias, não configuram práticas ilegais. A denominação apelou aos promotores para que reconsiderem as acusações e respeitem a liberdade religiosa dos cidadãos.
A origem dessa repressão remonta a outubro de 2025, quando cerca de 30 membros, incluindo o pastor Mingri, foram presos em uma série de operações noturnas realizadas em diversas cidades da China. A Igreja Zion, fundada em 2007 com apenas 20 membros, cresceu ao longo dos anos e hoje conta com aproximadamente 10 mil fiéis distribuídos em 40 cidades. A notoriedade da igreja aumentou ao resistir à instalação de câmeras de vigilância em sua sede em Pequim, o que levou ao seu fechamento em setembro de 2018. Desde então, diversas filiais da Igreja Zion têm sido alvo de investigações e fechamento, refletindo uma luta contínua pela liberdade de culto no país.
Além das preocupações religiosas, a situação dos líderes e membros da Igreja Zion chamou a atenção internacional. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, expressou publicamente sua indignação e pediu a libertação imediata dos líderes. Em suas palavras, ele destacou a hostilidade do Partido Comunista Chinês (PCC) em relação aos cristãos que buscam praticar sua fé sem a interferência do governo. O ex-vice-presidente Mike Pence também se manifestou, denunciando a repressão religiosa na China e enfatizando a necessidade de pressão internacional para proteger os direitos humanos e a liberdade religiosa.
Diante deste contexto, a Igreja Zion e seus membros continuam a lutar por reconhecimento e liberdade em um ambiente hostil. A libertação de nove de seus fiéis é um passo positivo, mas a batalha está longe de ser vencida. A comunidade religiosa global observa atentamente os desdobramentos deste caso, na esperança de que a libertação dos líderes da igreja também se concretize em breve.
Posicionamento do Gospel News Brasil
O Gospel News Brasil se posiciona firmemente em defesa da liberdade religiosa e dos direitos humanos. A repressão enfrentada pela Igreja Zion e por outras denominações na China é alarmante e deve ser condenada por todos que valorizam a liberdade de culto. A libertação dos membros da Igreja Zion é um motivo de celebração, mas a luta pela liberdade religiosa precisa continuar. Acreditamos que é fundamental que a comunidade internacional se una para pressionar o governo chinês a respeitar a diversidade religiosa e garantir que todos possam praticar sua fé sem medo de perseguição.
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FONTE PRINCIPAL: guiame.com.br

