O último dia 13 de abril de 2026 marcou um momento significativo e tocante na memória coletiva da comunidade judaica em São Paulo. O Memorial do Holocausto e da Imigração Judaica recebeu o Ato de Yom HaShoá, uma cerimônia que não apenas homenageou as vítimas do Holocausto, mas também promoveu uma reflexão profunda sobre a importância da memória e da educação. Com a participação de centenas de pessoas, este evento se destacou pela presença expressiva de jovens, além de sobreviventes do Holocausto, líderes comunitários, autoridades e representantes da sociedade civil.
A cerimônia começou com falas institucionais que enfatizaram a necessidade de se manter viva a memória do Holocausto como um compromisso ativo. Claudio Lottenberg, presidente da CONIB (Confederação Israelita do Brasil), fez um discurso impactante, ressaltando que lembrar o Holocausto vai além de uma simples recordação. “O Yom HaShoá não pode ser apenas memória, ele tem que ser sempre um sinal de alerta”, afirmou Lottenberg. Ele enfatizou que as tragédias não começam apenas com atos extremos, mas se alimentam de palavras, indiferenças e da naturalização do preconceito.
A presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Célia Parnes, também subiu ao palco e trouxe à tona reflexões sobre o peso simbólico do Memorial e da história que permeia aquele espaço. Ao mencionar o bairro do Bom Retiro como um local de reconstituição de vidas após a guerra, reforçou a relevância do Memorial como um guardião da verdade em tempos de distorção dos fatos. “Lembrar é uma escolha e um exercício constante”, destacou, ressaltando a necessidade de preservar a memória como um compromisso coletivo.
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi o depoimento do sobrevivente George Legmann. Nascido no campo de concentração de Dachau em 1944, ele faz parte do grupo conhecido como os “bebês de Dachau”, crianças que sobreviveram após nascerem em campos nazistas. Seu testemunho foi profundo e tocante: “Sou prova viva de que a vida pode florescer mesmo em meio ao horror mais absoluto. Estou aqui porque alguém acreditou que um bebê podia sobreviver, e isso me deu o dever de contar essa história.” As palavras de Legmann ressoaram no coração de todos os presentes, simbolizando a resistência e a continuidade da vida em meio ao desespero.
A cerimônia foi conduzida por Sarita Mucinic Sarue e contou com as contribuições de diversas figuras importantes, incluindo o cônsul de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich, o rabino Toive Weitman, e representantes do Conselho Juvenil Sionista. Todos reafirmaram a importância da educação e da construção de um olhar crítico sobre a Shoá como meio de combater o negacionismo, o antissemitismo e todas as formas de intolerância. A ideia de que a existência de Israel é um símbolo de continuidade, segurança e autodeterminação para o povo judeu também foi um tema recorrente nas falas dos líderes presentes.
O encerramento do evento foi marcado por um momento de intensa emoção, onde seis velas foram acesas em memória dos seis milhões de judeus que perderam suas vidas nas mãos do regime nazista. Este ritual, conduzido por sobreviventes e acompanhado por jovens, simbolizou de maneira tocante a transmissão do legado da memória às novas gerações. A cena foi um lembrete poderoso de que as histórias de dor e resiliência devem ser perpetuadas, para que o passado não se repita.
Após a cerimônia solene, os participantes tiveram a oportunidade de visitar a nova exposição intitulada “Eles nos deram esperança de novo – gravidez e nascimento no subcampo Kaufering 1, Dachau”, que apresentou relatos e imagens que refletem a vida e a resistência de mulheres durante o Holocausto.
Essa cerimônia de Yom HaShoá não foi apenas um momento de lembrança; foi um chamado à ação. A importância de manter viva a memória do Holocausto é um dever de todos, para que as lições do passado sejam aplicadas no presente e no futuro. Os relatos de sobreviventes e a presença de novas gerações no evento mostram que a luta contra a intolerância e o preconceito deve ser contínua e inabalável.
Posicionamento do Gospel News Brasil
No Gospel News Brasil, acreditamos que a memória é um pilar fundamental para a construção de um mundo mais justo e igualitário. Honrar as vítimas do Holocausto e promover uma cultura de respeito e entendimento são ações que se alinham com nossos princípios. Acreditamos que eventos como o Yom HaShoá são essenciais para educar tanto as atuais quanto as futuras gerações sobre a importância de combater todas as formas de ódio e intolerância.
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FONTE PRINCIPAL: guiame.com.br

