Chhattisgarh: Where Faith in

A luta pela fé em Cristo pode ser repleta de desafios e, em muitos casos, o preço a ser pago é altíssimo. No coração do estado de Chhattisgarh, na Índia, essa realidade é vivida por muitos cristãos, que enfrentam perseguições brutais apenas por professarem suas convicções religiosas. A história de Mangu, um homem de 32 anos, ilustra bem essa dura realidade. As suturas visíveis em sua cabeça são um testemunho do ataque que ele e outros cristãos sofreram recentemente em uma aldeia na região tribal de Bastar.

Em 13 de abril de 2026, Mangu e seis companheiros foram violentamente agredidos por uma multidão de mais de 100 nacionalistas hindus radicais. O ataque ocorreu enquanto eles cavavam uma cova para enterrar um amigo que havia falecido. O que deveria ser um momento de luto e respeito transformou-se em um episódio de barbaridade. Armados com foices e barras de ferro, os agressores cercaram os cristãos e desferiram golpes sem misericórdia. A violência foi tamanha que Mangu e seus amigos tiveram que buscar abrigo e socorro, mas não antes de passarem por um verdadeiro calvário.

Jaggu, um homem de 60 anos que estava ao lado de Mangu, recordou com tristeza e dor os momentos de terror. Ele relatou à International Christian Concern (ICC) como foi perseguido e agredido, recebendo golpes na cabeça que o deixaram gravemente ferido. Para Jaggu, a situação se agravou ainda mais pela rejeição da comunidade, que se opôs à sepultura de um cristão nas terras da aldeia, alegando que isso “macularia” o solo sagrado.

Infelizmente, não se trata de um incidente isolado. Nos últimos anos, Cristãos em Chhattisgarh têm enfrentado uma crescente violência, com mais de 35 casos de agressões relacionadas a sepultamentos ocorrendo apenas no último ano. As autoridades locais, em vez de proteger os direitos dos cristãos, frequentemente se mostram complacentes com os atos de violência. O corpo do falecido, por exemplo, permaneceu na aldeia por três dias antes que a polícia e a administração local intercederam para que fosse transportado a 20 milhas de distância para ser enterrado.

Além dos ataques físicos, os cristãos enfrentam uma série de outras pressões. Muitos são forçados a renunciar sua fé ou são excluídos da comunidade. Aqueles que se recusam a se converter ao hinduísmo são banidos de serviços essenciais, como a compra de alimentos e o acesso à água potável. O desespero é palpável, mas muitos, como Bijlu, que também foi agredido, encontram esperança e força em sua fé. “Uma vez eu fiz parte dos atacantes”, compartilhou Bijlu. “Mas agora sou grato a Jesus por ter curado minha esposa de uma doença mortal e por me ter dado paz. Estou disposto a pagar o preço por minha fé.”

Apesar das adversidades, a congregação cristã tem crescido na região. Desde a ascensão do BJP ao poder em 2014, a comunidade cristã local saltou de 30 para quase 200 membros. É um testemunho da resiliência e determinação dos fiéis que, mesmo em face da opressão, continuam a se reunir e a professar sua fé. Contudo, a realidade é dura: muitos cristãos em Chhattisgarh não podem enterrar seus mortos em seus próprios vilarejos, uma violação de um direito humano básico.

O Pastor Patra, que lidera uma pequena congregação nos arredores de Jagdalpur, tem sua própria história de perseguição. Ele foi ameaçado e agredido diversas vezes por realizar cultos, e teve que fugir de sua aldeia por medo de represálias. A sua experiência é um reflexo de uma situação em que a fé se torna uma questão de vida ou morte.

Posicionamento do Gospel News Brasil

O Gospel News Brasil se solidariza com os cristãos perseguidos em Chhattisgarh e em diversas partes do mundo. A liberdade religiosa é um direito fundamental que deve ser respeitado e protegido. É imperativo que a comunidade internacional e as instituições locais se unam para garantir que todos possam praticar sua fé sem medo de violência ou discriminação. A história de Mangu, Jaggu, Bijlu e tantos outros deve servir como um chamado à ação, para que possamos lutar por um mundo onde a fé não venha com um preço tão alto.

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FONTE PRINCIPAL: persecution.org

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