Ukrainian Pastor Exiled from Russian-Controlled Region 

Recentemente, a vida de um pastor ucraniano foi drasticamente alterada devido a ações das autoridades russas, que ordenaram sua expulsão da região de Luhansk, controlada pela Rússia. Vladimir Rytikov, de 66 anos, foi notificado sobre sua saída forçada em 21 de março de 2026, sob a alegação de que ele conduzia cultos sem a devida autorização. A situação revela não apenas as tensões políticas na Ucrânia, mas também levanta sérias questões sobre a liberdade religiosa em áreas sob ocupação.

Após o aviso de duas semanas, Rytikov buscou esclarecimentos sobre o motivo de sua expulsão, mas as autoridades russas se mostraram evasivas e não apresentaram nenhum documento oficial para justificar a ação. Quando o pastor questionou sobre seu destino, as autoridades sugeriram: “Talvez você deva ir para a Polônia.” Ao indagar sobre as consequências caso ele decidisse não sair, recebeu uma resposta ameaçadora: “Nós o puniremos” e prometeram retirá-lo à força.

A situação se intensificou no dia seguinte, quando funcionários exigiram que Rytikov entregasse seu visto de residência para que pudessem anulá-lo, algo que ele se recusou a fazer. Essa pressão ocorreu apenas dez dias após um confronto em que as autoridades o interpelaram sobre os cultos que realizava sem a aprovação do governo. Em resposta, ele e sua esposa se uniram em oração e afirmaram sua determinação em permanecer na comunidade que ele pastoreou com dedicação por 30 anos. “O Senhor me designou para servir em Krasnodon”, declarou Rytikov, demonstrando firmeza em sua fé diante da adversidade.

Desde março de 2025, as autoridades russas têm exercido controle sobre cerca de um quinto do território ucraniano, impondo suas leis às regiões conquistadas. Em agosto de 2025, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a crescente intolerância religiosa nas áreas ocupadas. Ele enfatizou que “nenhuma pessoa deve ser criminalmente acusada ou detida apenas por praticar sua religião, incluindo formas de culto coletivo e proselitismo, de acordo com a legislação internacional de direitos humanos.” Guterres destacou ainda que grupos religiosos nas terras temporariamente ocupadas devem ter acesso a seus locais de culto e poder se reunir livremente para oração e outras práticas religiosas.

Rytikov lidera uma igreja vinculada ao Conselho de Igrejas Baptistas, uma coalizão que não busca registro oficial em nenhum país, o que torna sua situação ainda mais delicada. Nos últimos anos, as autoridades russas têm mirado diversos ministros, multando-os por “atividades missionárias ilegais”. Um relatório recente da Mission Eurasia, uma organização para-eclesiástica dedicada a apoiar igrejas na Ucrânia e arredores, revelou que forças russas danificaram ou destruíram pelo menos 737 edifícios religiosos desde o início da invasão em 2022. A maioria dos prédios afetados eram igrejas, mas mesquitas, sinagogas e outros locais de culto também foram alvo. Dos 737 edifícios danificados, aproximadamente 450 eram igrejas batistas.

Os batistas, embora representem a maior população evangélica na Ucrânia, correspondem apenas a 1% a 2% da população total, sugerindo que as forças russas podem estar deliberadamente mirando nesse grupo em sua campanha violenta. Agora, Rytikov se vê diante do exílio forçado, mesmo que o visto de residência de sua esposa, Lyudmila, não tenha sido cancelado. Após toda uma vida em Krasnodon, e enfrentando a possibilidade de ser expulso de sua terra natal, o pastor expressou sua dor: “Eu nasci aqui e vivi quase 67 anos, e agora estou sendo expulso.”

Posicionamento do Gospel News Brasil

O Gospel News Brasil se solidariza com Vladimir Rytikov e todos os indivíduos e comunidades que enfrentam perseguições por sua fé. A liberdade religiosa é um direito fundamental e deve ser respeitada em todo o mundo. É importante que a comunidade internacional continue a pressionar por mudanças e garanta que os direitos dos indivíduos, independentemente de sua crença, sejam protegidos. O caso de Rytikov não é um fenômeno isolado, mas representa um padrão preocupante que exige nossa atenção e ação. Que possamos orar e apoiar todos aqueles que lutam por sua liberdade de adoração e expressão de fé.

LEIA TAMBÉM EM NOSSO SITE:

FONTE PRINCIPAL: persecution.org

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *