Milhares de imigrantes chineses estão vivendo uma realidade inesperada nos Estados Unidos, e o pastor Jack Tai, que se estabeleceu no país, tem se tornado uma figura chave nesse contexto. Em 23 de março de 2026, ele compartilhou suas experiências e desafios em alcançar aqueles que ainda não conhecem o Evangelho, revelando que, para sua surpresa, aproximadamente 90% da população chinesa nos EUA ainda não teve contato com a mensagem cristã.
Jack Tai cresceu no nordeste da China e, após uma trajetória acadêmica onde estudou inglês, conheceu um casal missionário que o introduziu à fé cristã. Esta experiência o inspirou a se mudar para os Estados Unidos, onde inicialmente se dedicou a estudar Teologia. Após concluir seu mestrado, ele retornou à China em 2012 para atuar como plantador de igrejas. No entanto, em 2023 ele voltou aos EUA com sua família, determinado a evangelizar os imigrantes chineses que encontrou em seu novo lar.
A realidade que Jack encontrou no Texas foi surpreendente. Durante sua permanência, ele percebeu que a população chinesa, especialmente na região metropolitana de Dallas-Fort Worth, não estava sendo alcançada pelas igrejas, como ele inicialmente pensava. Aproximadamente 100 mil chineses vivem nessa área e, segundo Jack, a maioria ainda não é cristã. Ele ressalta que a busca por um “sonho americano” muitas vezes ofusca a necessidade espiritual que muitos imigrantes carregam. “Na China, as pessoas buscam esperança e, como resultado, se aproximam do Evangelho. Mas aqui, muitos estão focados em conquistas materiais, o que torna o compromisso com Deus mais desafiador”, afirma.
A Igreja Joy, fundada por Jack em Plano, Texas, utiliza a hospitalidade como uma das suas principais estratégias de evangelização. “Convidamos novos amigos para nossas casas, oferecendo refeições e um ambiente acolhedor”, explica o pastor. Essa abordagem tem se mostrado eficaz, especialmente em um contexto onde as tradições e valores chineses são profundamente respeitados. Durante celebrações importantes, como o Ano Novo Chinês, a igreja organizou eventos que atraíram até 200 pessoas, combinando diversão com a mensagem do Evangelho. “Foi uma noite divertida e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de compartilhar Cristo com aqueles que ainda não o conhecem”, relembra Jack.
Atualmente, a Igreja Joy reúne cerca de 20 pessoas semanalmente na casa do pastor, onde são realizados estudos bíblicos voltados para não cristãos. Às sextas-feiras, Jack ministra sobre os fundamentos do Evangelho, enquanto aos sábados ocorrem os cultos. Desde que a igreja foi fundada, 10 pessoas declararam fé em Cristo e 8 foram batizadas. Essas estatísticas, embora ainda modestas, são um sinal de esperança para o pastor, que acredita que cada vida transformada é um testemunho do poder de Deus.
Jack também reconhece a importância de se conectar com a comunidade através do ambiente escolar. Ele e sua esposa têm utilizado as interações com outros pais nas escolas públicas de seus filhos como uma oportunidade de evangelização. Sua esposa, por exemplo, lidera um clube de leitura que reúne mulheres chinesas para discutir um livro cristão sobre criação de filhos. “Mesmo que a maioria do grupo não seja religiosa, elas buscam conexão e apoio”, observa Jack, destacando como essas interações podem abrir portas para conversões futuras.
A solidão e a barreira do idioma são fatores que isolam muitos imigrantes, e Jack acredita que as aulas de inglês oferecidas pelas igrejas representam uma forma eficaz de integração. Essas iniciativas não apenas ajudam os imigrantes a se adaptarem à nova cultura, mas também criam uma ponte para apresentar a mensagem de Cristo. O pastor tem sido um defensor ativo da educação e da capacitação, entendendo que a evangelização vai além da pregação, envolvendo também ações práticas que respondem às necessidades da comunidade.
Recentemente, a Igreja Joy deu um passo audacioso ao alugar um ginásio escolar para realizar encontros semanais voltados a estudantes do ensino fundamental e médio. Jack observa que muitos desses jovens não têm nenhum contato prévio com o Evangelho e provêm de contextos variados, incluindo famílias hindus e muçulmanas. “Nosso objetivo é criar um espaço seguro onde eles possam explorar questões de fé e espiritualidade, independentemente de suas origens religiosas”, enfatiza.
O trabalho de Jack Tai nos Estados Unidos é um lembrete poderoso de que a necessidade do Evangelho transcende fronteiras culturais e geográficas. Em um mundo onde muitos são atraídos pela busca de conforto e segurança material, sua mensagem é uma chamada à ação e à reflexão sobre o que realmente traz esperança e significado à vida. A experiência de Jack pode ressoar com muitos brasileiros que também enfrentam desafios semelhantes, especialmente em um país onde a diversidade religiosa é crescente.
Assim como Jack, muitos cristãos brasileiros podem se sentir chamados a dedicar suas vidas ao serviço e à evangelização em meio a imigrantes e comunidades marginalizadas em suas próprias cidades. A história do pastor chinês nos lembra que a mensagem do Evangelho é universal e que cada um de nós pode ser um instrumento de transformação na vida das pessoas ao nosso redor, independentemente de sua origem ou circunstâncias. É uma responsabilidade que nos desafia a ir além de nossas zonas de conforto e alcançar aqueles que anseiam por esperança, amor e redenção.
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FONTE PRINCIPAL: guiame.com.br
Imagem: media.guiame.com.br / Reprodução

