Dozens Killed in

Em um cenário de terror e desolação, a Páscoa de 2026 se tornou um marco sombrio para muitas comunidades cristãs na Nigéria. Dias após o massacre sangrento do Domingo de Ramos em Jos, que deixou pelo menos 30 cristãos mortos, uma série de ataques coordenados durante o fim de semana da Páscoa resultou na perda de dezenas de vidas. As localidades em Benue, Kaduna e Nasarawa foram particularmente afetadas, com relatos de assassinatos, sequestros e destruição em larga escala durante um dos períodos mais significativos do calendário cristão.

Em Benue, pelo menos 17 cristãos foram mortos na comunidade de Mbalom, localizada na área do governo local de Gwer East, durante um ataque brutal na manhã de Páscoa. Segundo moradores, homens armados não identificados invadiram a vila antes do amanhecer, disparando contra os civis e incendiando casas. Os sobreviventes foram forçados a fugir para áreas de mata nas proximidades, enquanto fontes locais indicaram que corpos adicionais estavam sendo encontrados nas redondezas à medida que os esforços de busca avançavam. Mbalom já havia sido palco de violência em massa no passado; em abril de 2018, 19 fiéis católicos, incluindo dois padres, foram mortos em um ataque à igreja na mesma comunidade.

Além disso, em outra localidade de Gwer East, a violência também eclodiu em Ikpayongo, a cerca de 16 km ao sul de Makurdi, onde um comandante voluntário jovem foi assassinado. Moradores afirmaram que os atacantes foram guiados por um indivíduo conhecido na comunidade, o que levantou questões sobre a segurança e a vigilância em áreas rurais.

Na região de Kaduna, os ataques se intensificaram durante os serviços de Páscoa. Em Ariko, na área do governo local de Kachia, indivíduos armados invadiram a comunidade nas primeiras horas de domingo, abrindo fogo contra os fiéis que se reuniam para celebrar a data. Testemunhas relataram que os atacantes primeiro atacaram uma igreja pertencente à Igreja Evangélica Winning All (ECWA) antes de se dirigirem a uma igreja católica próxima. Relatos locais indicaram que pelo menos 12 pessoas foram mortas em Ariko, enquanto vários outros foram sequestrados durante o ataque. Forças militares chegaram posteriormente, conseguindo libertar 31 reféns.

A violência em Kaduna não se limitou a Ariko. Em Kajuru, pelo menos três cristãos foram mortos em Maro Kasuwa em um ataque separado. A soma dos números de mortos na região sul de Kaduna chegou a pelo menos 15, com o aumento de relatos de sequestros e insegurança. Em Kagarko, moradores observaram grupos armados em áreas de mata nas proximidades de Kuratam, provocando preocupações sobre novos ataques em vilarejos vizinhos.

Em Nasarawa, a violência se manifestou no distrito de Udege, onde pelo menos 10 pessoas foram mortas e várias casas destruídas nas vilas de Gidan-Ogiri, Akyewa Baka e Udege-Kasa. Testemunhas em várias localidades afetadas relataram que os atacantes chegavam em motocicletas e a pé, geralmente em grandes números e operando por longos períodos antes da chegada das forças de segurança. Naquele momento, as autoridades ainda não haviam divulgado o número oficial de mortos dos ataques de Páscoa, e as respostas do governo estavam pendentes.

Esses incidentes de 2026 seguem um padrão alarmante de violência durante feriados cristãos na região central e norte da Nigéria nos últimos anos. Em 2025, ataques em Plateau e Benue ocorreram durante a Semana Santa, com invasões em vilarejos e assassinatos direcionados. O ano de 2024 também viu comunidades em Plateau sofrerem ataques mortais, enquanto 2023 foi marcado por várias ofensivas coordenadas em Kaduna, resultando em mortes e sequestros. O quadro de insegurança é reforçado por anos seguidos de invasões e ataques a comunidades cristãs, evidenciando uma crise que a nação ainda não conseguiu conter.

Posicionamento do Gospel News Brasil

O Gospel News Brasil lamenta profundamente os trágicos eventos ocorridos durante o feriado de Páscoa na Nigéria, que resultaram na perda de vidas inocentes e na perturbação da paz em comunidades cristãs. Manifestamos nosso apoio às vítimas e suas famílias, ao mesmo tempo em que pedimos um aumento na proteção e segurança para as comunidades em risco. A violência não é a resposta, e é essencial que as autoridades locais e internacionais trabalhem juntas para garantir a segurança de todos os cidadãos, independentemente de sua fé. A liberdade religiosa deve ser respeitada e protegida em todas as partes do mundo.

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FONTE PRINCIPAL: persecution.org

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