Nova Lei de "Unidade Étnica" na China Intensifica Repressão a MinoriasNova Lei de "Unidade Étnica" na China Intensifica Repressão a Minorias - Foto Ilustrativa

O Congresso Nacional do Povo da China aprovou, nesta semana, uma nova legislação intitulada Lei de Promoção da Unidade e Progresso Étnico. Apresentada pelo governo de Pequim como uma iniciativa para promover a “unidade” entre os 55 grupos étnicos minoritários oficialmente reconhecidos, críticos tanto dentro quanto fora do país alertam que a medida representa um aprofundamento das políticas de assimilação, repressão e controle sobre minorias étnicas e religiosas que já existem na China.

Aprovada no dia 12 de março e sancionada pelo presidente Xi Jinping, a nova lei entrará em vigor em 1º de julho. Entre suas diretrizes, destaca-se a implementação de um “forte senso de comunidade da nação chinesa” em instituições governamentais, escolas, empresas e organizações sociais. O mandarim é priorizado como língua de instrução e de uso público, o que diminui o espaço oficial para idiomas minoritários, como o uigur e o tibetano.

Embora a nova legislação seja apresentada como uma medida para promover “progresso” e “prosperidade comum”, observadores externos argumentam que ela consolida uma agenda de assimilação que compromete a identidade e a autonomia das minorias. Antropólogos e analistas ressaltam que a lei amplia as bases legais para restringir atividades religiosas, culturais e políticas de grupos étnicos, podendo ser utilizada para criminalizar a dissidência ou a expressão cultural sob a justificativa de separatismo.

Diversas denúncias indicam que a China tem adotado práticas extremas, como abortos forçados, esterilizações sem consentimento e a morte de minorias religiosas para comercializar órgãos no mercado negro. As comunidades religiosas são frequentemente alvo de tais abusos. Igrejas cristãs não registradas, conhecidas como igrejas domésticas, tentam escapar da vigilância do governo, mas muitas vezes são alvo de operações policiais, com membros presos sob acusações de ameaçar os interesses do Estado.

A China se destaca globalmente pelo uso de tecnologia para monitorar e reprimir sua população. Embora a extensão total desse aparato de vigilância seja desconhecida, pesquisas revelam que o governo implementa um sistema para rastrear os movimentos dos cidadãos, buscando obter informações sobre sua lealdade ao Partido Comunista Chinês (PCC). Desde detalhes cotidianos, como o que uma pessoa veste, até observações sobre suas associações sociais, o sistema visa entender e controlar a fidelidade dos cidadãos. Os dados coletados são utilizados por autoridades para monitorar e controlar aqueles que são considerados uma ameaça ao Estado, incluindo os associados ao movimento de igrejas não registradas e aqueles que desejam praticar sua fé fora das instituições estatais, como a Associação Patriótica Católica Chinesa.

**Posicionamento do Gospel News Brasil**

Diante da realidade alarmante das violações aos direitos humanos enfrentadas por minorias étnicas e religiosas na China, é fundamental que como cristãos reflitamos sobre a importância da liberdade religiosa e do respeito à diversidade. A Palavra de Deus nos ensina a amar nosso próximo e a lutar pela justiça. Que possamos nos unir em oração por aqueles que sofrem sob regimes opressivos, pedindo a Deus que traga conforto, proteção e a força necessária para que esses irmãos e irmãs mantenham sua fé e identidade. É um chamado à ação e à solidariedade, reconhecendo que, em Cristo, somos todos parte de um só corpo, independentemente de etnia ou cultura.

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FONTE PRINCIPAL: https://persecution.org/2026/03/16/chinas-ethnic-unity-law-deepens-repression-of-minorities/

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