Missionária faz alerta

Em um ambiente onde a fé e a esperança se entrelaçam, o 41º Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado em Camboriú (SC), se destacou não apenas por suas ministrações e palestras, mas também pela coragem de levantar um tema muitas vezes silenciado: a violência doméstica. A missionária Helena Raquel, uma das palestrantes do evento, fez um chamado contundente às mulheres que são vítimas desse tipo de abuso, encorajando-as a denunciarem seus agressores.

Durante sua ministração ocorrida no dia 2 de maio de 2026, Helena baseou sua mensagem na passagem bíblica de Juízes 19, que retrata uma história de violência e injustiça. Em um discurso emocional, a missionária revelou uma triste realidade: muitas mulheres, especialmente aquelas inseridas no contexto das igrejas evangélicas, são desencorajadas a denunciar seus agressores. “A maior parte das pessoas que são vítimas, em igrejas evangélicas, de violência doméstica ou de violência sexual, são orientadas a não denunciar o culpado, para evitar escândalos”, afirmou. Com esse alerta, Helena desafiou a cultura do silêncio que ainda permeia muitas comunidades religiosas.

A Mensagem de Coragem e Autocuidado

A missionária utilizou sua plataforma para transmitir uma mensagem poderosa às mulheres presentes. Ela enfatizou a importância de priorizar a própria segurança e bem-estar, dizendo: “Para de orar por ele hoje! Deus me trouxe aqui para usar os minutos que pregadores no Brasil gostariam de usar para salvar tua vida da morte.” Suas palavras foram um convite à reflexão e à ação, pedindo que as mulheres priorizassem sua própria saúde emocional e física.

“Você precisa ter coragem para sair e fazer a denúncia em uma delegacia de apoio à mulher ou qualquer outra. Você precisa, com urgência, ligar para alguém de confiança e buscar um lugar seguro”, continuou Helena. A missionária também foi enfática ao afirmar que as desculpas de um agressor não devem ser acreditadas, pois “quem agride, mata”. Essa frase ressoou no coração de muitas mulheres presentes, que se viram refletidas na dor e na luta contra a opressão.

O Papel das Igrejas na Luta Contra a Violência

Além de destacar a necessidade de denúncia, Helena também abordou o papel fundamental das igrejas na luta contra a violência de gênero. “Existe algo que a igreja não pode mais fazer: se omitir. Não existe unção que justifique abuso. Não existe chamado que autorize agressão. Se agride, não representa Deus. Ungido não é abusador. Ungido não é agressor”, afirmou. Essa declaração ecoou a necessidade de um posicionamento claro e firme dentro das comunidades de fé, onde a proteção das vítimas deve ser uma prioridade.

Recentemente, outros líderes cristãos têm se manifestado sobre essa questão. O pastor Osiel Gomes, conhecido por seu trabalho teológico, também encorajou as mulheres a denunciarem abusos em um vídeo publicado nas redes sociais. “O marido que espanca a esposa não é oração dela. Não é tratamento, é denúncia”, alertou Gomes, reforçando a necessidade de ações concretas frente à violência doméstica.

A Iniciativa de Mudança

A preocupação com a violência doméstica também está sendo abordada em várias assembleias e convenções religiosas. Durante a 81ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus do Estado do Mato Grosso (COMADEMAT), foram promovidas palestras sobre o combate à violência doméstica, com a líder da União de Senhoras (USADEMAT), irmã Eurisvana França, apresentando sugestões para a inclusão de normas no estatuto da igreja que permitam a suspensão e disciplina de agressores. O presidente da COMADEMAT, pastor João Agripino de França, ressaltou a importância de denúncias para que providências possam ser tomadas.

Posicionamento do Gospel News Brasil

O Gospel News Brasil se posiciona firmemente contra todas as formas de violência, especialmente a violência doméstica, que afeta tantas mulheres em nossa sociedade. Acreditamos que as igrejas devem ser um refúgio de amor, apoio e proteção, onde as vítimas possam encontrar ajuda e segurança. A voz da missionária Helena Raquel durante o Congresso dos Gideões nos lembra que a omissão não é uma opção e que é essencial fomentar um ambiente onde as mulheres se sintam seguras para denunciar abusos e buscar apoio. A luta contra a violência deve ser uma prioridade não apenas nas palavras, mas também nas ações da comunidade cristã. Juntas, podemos construir um futuro onde o amor e o respeito sejam os pilares de nossas relações.

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FONTE PRINCIPAL: www.cpadnews.com.br

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