O cenário de perseguição religiosa no México atingiu níveis alarmantes nesta semana, após a morte de “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). A retaliação do cartel mergulhou o país em uma onda de bloqueios e ataques em mais de 20 estados. No entanto, é no Sul do país, especialmente em Oaxaca e Chiapas, que a comunidade evangélica enfrenta uma pressão dupla: o terror imposto pelo narcotráfico e a hostilidade histórica de comunidades indígenas que praticam o “cristopaganismo”.
Relatos da Dra. Linda Burkle, membro da ICC, revelam que igrejas e a única escola cristã evangélica de Tehuantepec (Oaxaca) foram fechadas por tempo indeterminado. A perseguição religiosa no México nessas regiões isola os fiéis que se recusam a participar de rituais comunitários ligados à feitiçaria e à idolatria. Para muitas crianças em situação de vulnerabilidade, o fechamento das instituições cristãs significa não apenas a interrupção dos estudos, mas a perda da única refeição garantida e o aumento do risco de abusos domésticos.
“O México é o 30º pior país para cristãos. A criminalidade se espalha e coloca em perigo aqueles que ousam combater o mal com o bem”, afirma o relatório da Portas Abertas 2025.

O “Cristopaganismo” e a Exclusão de Evangélicos
A perseguição religiosa no México manifesta-se de forma peculiar nas zonas indígenas. Nestas comunidades, que gozam de certa autonomia jurídica (“usos e costumes”), os evangélicos são frequentemente espancados e presos por se recusarem a financiar festivais católicos sincréticos que envolvem embriaguez e ritos pagãos. Em janeiro de 2026, 11 evangélicos foram agredidos em Chiapas pelo simples fato de não participarem de uma celebração idólatra.
Um caso recente que exemplifica a perseguição religiosa no México é o do pastor Mariano Velasquez Martinez. Por recusar-se a rezar diante de uma imagem de São Tiago em Oaxaca, ele foi amarrado, humilhado perante 180 homens e expulso de sua comunidade. Atualmente, seu paradeiro é desconhecido e há ameaças reais de demolição de sua igreja. Esse tipo de coerção viola a própria Constituição Mexicana, que declara o Estado laico, mas falha em proteger as minorias nas áreas rurais.
Narcoterrorismo: A Nova Face da Intolerância
Além do conflito cultural, a perseguição religiosa no México é alimentada pelo poder dos cartéis. Grupos como o CJNG veem nas igrejas evangélicas uma ameaça, pois os cristãos frequentemente se opõem às atividades criminosas e oferecem uma alternativa de vida aos jovens recrutados pelo tráfico. Após os eventos de 22 de fevereiro, o clima de terror imobilizou o transporte por mototáxis, deixando famílias cristãs desamparadas e sem acesso a serviços básicos como água e eletricidade, que muitas vezes são cortados como forma de punição religiosa.
Diferente da Irã perseguição religiosa, onde o Estado é o agressor direto, no México a violência é fragmentada entre cartéis e caciques locais. No entanto, o resultado é o mesmo: cristãos sendo ostracizados e expulsos de suas terras. A resistência desses pastores no Sul do México ecoa a coragem vista na missão entrega Bíblias na Índia, onde a fé floresce sob o fogo da provação.
Conclusão: Um Clamor pelo Nosso Continente
A perseguição religiosa no México nos lembra que a intolerância não está apenas “do outro lado do oceano”, mas em nosso próprio continente. Enquanto celebramos avanços como a Bíblia nas escolas Honduras, devemos manter os olhos e as orações voltados para os irmãos mexicanos que vivem entre o fogo cruzado dos cartéis e a exclusão tribal. A igreja no Sul do México pede socorro e clama para não ser esquecida pela Igreja global.
O Gospel News Brasil reforça o pedido de intercessão pela segurança de pastores como Mariano e pela proteção das escolas cristãs que servem como refúgio para os mais pobres. Que a luz de Cristo prevaleça sobre o medo e a violência em território mexicano.
Fonte Original: International Christian Concern (ICC)
Redação: Gospel News Brasil

