O cenário para os cristãos perseguidos na África, especialmente na região conhecida como Chifre da África, continua a ser um dos mais perigosos do mundo. Recentemente, um relato emocionante de Aweis Ali, sobrevivente de um massacre brutal na Somália, trouxe à luz a realidade devastadora enfrentada por aqueles que decidem seguir a Jesus em territórios dominados pelo radicalismo islâmico. Aweis perdeu quase todos os seus companheiros de fé em uma série de ataques orquestrados pelo grupo jihadista Al-Tahat Al-Islamiyah.

A jornada de Aweis começou em isolamento total. Após sua conversão, ele viveu sete anos sem qualquer contato com outros cristãos, sendo rejeitado por sua própria família e clã. A necessidade de comunhão, no entanto, falou mais alto que o medo. Ao tentar se conectar com a igreja subterrânea, ele foi submetido a testes rigorosos de confiança para garantir que não era um espião. Esse é o dia a dia dos cristãos perseguidos na África: a desconfiança é uma ferramenta de sobrevivência necessária contra a infiltração de perseguidores.
O Preço de uma Igreja Doméstica na Somália
Cristãos perseguidos na África: Quando Aweis finalmente encontrou Liban, um jovem cristão corajoso, eles começaram a formar uma pequena comunidade. O crescimento dessa igreja doméstica trouxe alegria, mas também atraiu a fúria dos extremistas. Em um curto espaço de tempo, Liban e sucessivos membros do grupo foram assassinados. O massacre quase aniquilou a presença cristã local, deixando Aweis em um estado de trauma profundo e isolamento espiritual.
A tragédia vivida por Aweis Ali reflete o que ocorre com milhares de cristãos perseguidos na África. Em países como a Somália, a fé cristã é vista como uma traição à identidade nacional e religiosa. No entanto, mesmo no “vale da sombra”, Aweis relata ter recebido uma visão divina de alento: “Vocês não serão aniquilados; alguns de vocês permanecerão e se tornarão mais fortes”. Essa esperança é o que mantém a chama do Evangelho acesa em locais onde a morte é uma ameaça constante.
A Reconstrução e o Legado dos Mártires
Cristãos perseguidos na África: Após o massacre, Aweis precisou fugir do país. Com o apoio da organização Portas Abertas, ele recebeu cuidados pós-trauma e pôde cursar Teologia em outra nação. Foi lá que ele compreendeu a famosa frase de Tertuliano: “O sangue dos mártires é a semente da igreja”. Ele entendeu que o sacrifício de seus amigos não foi em vão, mas serviu para fortalecer a base de uma igreja que se recusa a morrer.
Hoje, a missão de Aweis mudou. Ele dedica sua vida a preparar novos convertidos para a dura realidade que enfrentarão. Ele ensina que ser um dos cristãos perseguidos na África exige a sabedoria da serpente e a inocência da pomba. “Quando alguém aceita a Jesus, já o preparamos para a perseguição”, afirma ele. Essa preparação é vital para que a fé resista quando os ataques começarem.
O Impacto Global e a Necessidade de Apoio
A situação no Chifre da África não é isolada. Vemos padrões semelhantes de violência quando analisamos os casos de cristãos mortos na África Subsaariana ou a pressão enfrentada pelos cristãos no Oriente Médio. A perseguição é uma rede global de ódio que tenta silenciar o avanço do Reino de Deus.
Enquanto líderes mundiais discutem sobre liberdade religiosa nos Estados Unidos ou parcerias de ajuda aos cristãos perseguidos, homens como Aweis Ali continuam no campo de batalha, orando pela conversão de seus próprios perseguidores. Ele não carrega amargura, mas o sonho de ver perseguidores como Saulo se transformarem em Paulos modernos.
Conclusão: Um Apelo à Intercessão Nacional
O Gospel News Brasil compartilha esta história não apenas para informar, mas para convocar a igreja brasileira à oração. Os cristãos perseguidos na África são nossos irmãos e sua dor deve ser a nossa dor. Que o testemunho de Aweis Ali desperte em nós um compromisso renovado com a obra missionária e com a intercessão por aqueles que arriscam tudo pelo nome de Jesus.
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Fonte Original: Portas Abertas Redação: Gospel News Brasil


