Cristãos no Oriente Médio enfrentam risco de extinção segundo ativistas

Cristãos no Oriente Médio estão desaparecendo: Ativistas fazem alerta dramático 2026

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A comunidade cristã assíria, uma das mais antigas do mundo, está diante de um abismo existencial. Durante a sexta edição da Cúpula Internacional sobre Liberdade Religiosa (IRF), realizada em Washington, ativistas e especialistas lançaram um aviso perturbador: sem uma intervenção direta e urgente das potências ocidentais, a presença de cristãos no Oriente Médio pode deixar de existir em poucos anos. Karmella Borashan, representante do Conselho Internacional Assírio, foi enfática ao afirmar que o Ocidente falhou repetidamente com os fiéis da região.

Cristãos no Oriente Médio: A estatística é desoladora. Onde antes florescia uma população de 1,5 milhão de cristãos assírios, hoje restam menos de 300 mil. Esse declínio populacional de mais de 80% é o resultado de décadas de perseguição sistemática, que se intensificou após a queda de Saddam Hussein em 2003 e o caos gerado pela Guerra Civil Síria. Vilas que antes eram centros vibrantes de fé e cultura agora são cidades fantasmagóricas, desertas devido à violência jihadista e à instabilidade econômica.

Cristãos no Oriente Médio enfrentam risco de extinção segundo ativistas
“Comunidade cristã assíria enfrenta risco de extinção devido à perseguição e abandono internacional. (Foto: SAFIN HAMID/AFP via Getty Images)”

Ameaças Sistêmicas e o “Vilipêndio” da História

Os ataques contra os cristãos no Oriente Médio não são apenas físicos, mas também culturais e jurídicos. No Iraque, locais arqueológicos com mais de 3.000 anos de história cristã e assíria estão sendo vandalizados por extremistas em uma tentativa de apagar as raízes pré-islâmicas da região. Além disso, Borashan denunciou a existência de leis que permitem a conversão forçada de crianças ao islamismo, deixando as famílias cristãs vulneráveis e sem proteção legal.

Cristãos no Oriente Médio: Essa “violência simbólica” contra os templos e a história cristã guarda semelhanças preocupantes com episódios que vemos até mesmo em solo brasileiro. Recentemente, a revolta da comunidade evangélica com a igreja hostilizada em BH por blocos de carnaval mostra que o desrespeito ao sagrado é um sintoma global de intolerância. Enquanto no Iraque o patrimônio é destruído fisicamente, no Brasil o desrespeito ocorre na porta dos templos, mas a raiz da falta de respeito à liberdade de culto é a mesma.

Crises no Sudão e Iêmen: O Silêncio que Mata

O painel da IRF também deu voz a outras regiões críticas. No Sudão, que ocupa o quarto lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, a guerra civil deslocou mais de 14 milhões de pessoas. Kamal Fahmi, do grupo Set My People Free, alertou que ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo estão sendo executados por suas comunidades, enquanto a ONU e o Ocidente permanecem em relativo silêncio. A fome e a falta de recursos financeiros para realocação estão condenando milhares de fiéis à morte silenciosa.

Cristãos no Oriente Médio: A situação não é diferente no Iêmen, o terceiro país mais perigoso para a fé cristã. Com a apostasia punível com a morte, os poucos cristãos locais vivem em um isolamento total. Esse cenário de perseguição estatal extrema contrasta com outros lugares onde, apesar da opressão, a igreja ainda consegue resistir através da educação, como as crianças no Laos que estão sendo alfabetizadas com a Bíblia. No entanto, no Oriente Médio e no Sudão, a pressão é tão asfixiante que a própria existência da comunidade está em xeque.

Um Apelo por Pluralismo e Democracia

Cristãos no Oriente Médio: Para Borashan e outros ativistas, a única chance de sobrevivência para os cristãos remanescentes é o estabelecimento de uma democracia baseada no pluralismo religioso. O cristianismo no Oriente Médio tem mais de 2.000 anos e faz parte da espinha dorsal da sociedade iraquiana, iraniana, síria e turca. O desaparecimento dessa minoria não seria apenas uma tragédia religiosa, mas um colapso cultural sem precedentes para a humanidade.

Conclusão: Oração e Mobilização Internacional

O Gospel News Brasil reforça o pedido de socorro dessas comunidades. O clamor que ecoa de Washington deve servir como um despertamento para a igreja brasileira. Não podemos aceitar que o berço do cristianismo se torne um museu de ruínas e histórias de massacre. É necessário que organizações cristãs e governos pressionem por corredores humanitários e proteção legal para as minorias religiosas. Que a história dos assírios não seja lida apenas nos livros de arqueologia, mas continue sendo escrita por uma igreja viva no Oriente Médio.

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Fonte: Christian Post Redação: Gospel News Brasil

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