Cristão solto na Coreia do Norte: O mundo cristão celebra uma notícia que parecia impossível: a libertação de Jang (nome alterado por segurança), um fiel que sobreviveu a 11 anos de cárcere no regime mais fechado do planeta. Jang, que residia na cidade chinesa de Changbai, na fronteira com a Coreia do Norte, foi solto no dia 5 de novembro de 2025, mas os detalhes de sua recuperação e o impacto de sua liberdade só agora ganham destaque global em 2026.
Antes de seu desaparecimento em novembro de 2014, Jang era uma mão estendida para refugiados norte-coreanos que cruzavam a fronteira em busca de itens básicos como comida e remédios. No entanto, seu ministério ia além do assistencialismo; ele compartilhava o Evangelho com aqueles que o procuravam. Essa atividade o tornou alvo do regime de Pyongyang, que o capturou em uma emboscada na fronteira e o sentenciou a 15 anos de prisão sob acusações de “difamação do regime” e “subversão”.

Sobrevivência em Campos de Trabalho Forçado
A soltura de um cristão solto na Coreia do Norte é considerada um evento raríssimo e quase milagroso. Estima-se que entre 50 mil e 70 mil cristãos estejam atualmente detidos em campos de trabalho forçado no país, onde as condições são descritas como letais. Jang enfrentou mais de uma década de exaustão física e mental, vendo colegas de ministério perecerem, como o pastor Han Chung-Ryeol, assassinado em 2016.
Cristão solto na Coreia do Norte: A resiliência de Jang serve de combustível para a igreja global continuar intercedendo pela Coreia do Norte. Fontes locais confirmam que ele está se recuperando ao lado de sua família na China, embora carregue marcas profundas de um sistema que tenta apagar qualquer vestígio de fé cristã. Sua liberdade é um lembrete de que, mesmo nos lugares mais sombrios, a luz da verdade não pode ser totalmente sufocada.
O Contraste da Perseguição Global
Enquanto celebramos esse retorno para casa, não podemos esquecer que a perseguição assume diferentes faces ao redor do mundo. Em contextos de guerra civil, como vemos com os cristãos em Myanmar que recebem abrigos após ataques militares, a luta é pela sobrevivência física imediata. Já na Coreia do Norte, o combate é ideológico e silencioso, onde a simples posse de uma Bíblia pode significar uma sentença de morte.
Essa pressão estatal sobre a fé também ecoa em democracias ocidentais, embora de forma mais sutil. No Brasil, o desrespeito a locais sagrados tem crescido, como no caso da igreja hostilizada em BH por blocos de carnaval. O padrão de hostilidade contra o povo de Deus, seja por meio de prisões em regimes totalitários ou escárnio em festas populares, demonstra que a vigilância espiritual e o apoio mútuo entre os fiéis são fundamentais.
O Destino dos Missionários que Permanecem Presos
Cristão solto na Coreia do Norte: A liberdade de Jang traz esperança, mas também lança luz sobre aqueles que ainda não voltaram. Pelo menos três missionários sul-coreanos continuam detidos na Coreia do Norte sem qualquer informação sobre seu estado de saúde ou paradeiro. O governo de Pyongyang mantém um silêncio absoluto sobre esses prisioneiros, usando-os muitas vezes como moedas de troca política ou simplesmente deixando-os no esquecimento dos campos de concentração.
A Portas Abertas reforça que a oração deve ser intensificada. A sobrevivência de Jang desafia as estatísticas e prova que a Igreja Perseguida possui uma força que transcende a lógica humana. “Não pensávamos que ele sobreviveria, mas ele voltou para casa”, afirmou Simon Lee, da equipe regional da missão.
Conclusão: A Fé que Move Fronteiras
O Gospel News Brasil continuará acompanhando a recuperação de Jang e as notícias sobre os cristãos que permanecem encarcerados na Coreia do Norte. Que este testemunho de 11 anos de fidelidade no cárcere inspire a igreja brasileira a valorizar sua liberdade e a investir em missões transculturais. A soltura de Jang não é apenas o fim de um pesadelo individual, mas uma vitória coletiva de todos que creem no poder da oração.
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Fonte: Portas Abertas Redação: Gospel News Brasil


