Em uma decisão histórica contra a Índia perseguição religiosa, a Suprema Corte do país emitiu uma liminar no último dia 18 de fevereiro para interromper a exumação forçada de cristãos tribais. A medida atende a uma ação civil pública em Chhattisgarh, onde famílias cristãs estavam sendo obrigadas a desenterrar seus entes queridos de cemitérios tradicionais. O tribunal, composto pelos juízes Vikram Nath, Sandeep Mehta e NV Anjaria, ordenou que nenhuma outra exumação seja permitida, notificando o governo estadual sobre as violações constitucionais em curso.
A denúncia de Índia perseguição religiosa revela um cenário sombrio: nacionalistas hindus estariam pressionando aldeias tribais a negar ritos funerários cristãos. Segundo o advogado Colin Gonsalves, as famílias eram forçadas a adotar práticas hindus ou a transladar os corpos por dezenas de quilômetros para conseguir um sepultamento. O United Christian Forum (UCF) celebrou a decisão como um “farol de esperança”, destacando que a negação do direito ao descanso eterno tornou-se uma “arma” de intimidação contra as minorias religiosas no país.
“A intervenção da Suprema Corte é um passo vital na proteção da dignidade dos mortos e dos direitos constitucionais das minorias”, afirmou Michael Williams, presidente da UCF.

O Padrão de Intimidação contra Cristãos Tribais
A Índia perseguição religiosa não se limita a eventos isolados. Dados estatísticos da UCF mostram que apenas em 2025 foram registrados 23 incidentes graves relacionados a sepultamentos, a maioria concentrada nos estados de Chhattisgarh, Odisha e Jharkhand. Esses estados formam o epicentro de uma campanha que busca retirar cristãos tribais da lista de “Tribos Agendadas” (Scheduled Tribes), o que resultaria na perda de proteções governamentais e benefícios sociais fundamentais.
A estratégia de perseguição utiliza leis de autonomia das aldeias para marginalizar quem se converte ao cristianismo. Esse método de pressão social é tão severo quanto o que observamos na México perseguição religiosa, onde grupos armados ditam as regras de convivência. No caso indiano, a arma não é o fuzil, mas o isolamento social e a profanação de túmulos, visando forçar os cristãos tribais à submissão ou ao retorno ao hinduísmo.
Violação dos Direitos Constitucionais
A petição enviada ao Supremo Tribunal Federal indiano argumenta que as exumações forçadas violam os Artigos 14 (Igualdade perante a lei) e 21 (Proteção da vida e liberdade pessoal) da Constituição da Índia. A Índia perseguição religiosa atinge o nível de desumanidade ao perturbar o luto das famílias. Ativistas relatam que os corpos são frequentemente removidos sem o consentimento dos parentes, em uma tentativa clara de “limpar” religiosamente as áreas tribais.
Esse tipo de repressão institucionalizada lembra a Rússia perseguição religiosa na Ucrânia ocupada, onde igrejas são fechadas por não se dobrarem às normas do Estado invasor. Na Índia, a resistência das famílias cristãs em manter seus costumes ancestrais e sua fé em Cristo é um testemunho de coragem que ecoa pelo sul da Ásia, desafiando a narrativa nacionalista que tenta unificar a identidade tribal apenas sob a religião hindu.
Conclusão: Um Passo contra a Intolerância
A decisão da Suprema Corte contra a Índia perseguição religiosa traz um alívio temporário, mas os líderes cristãos permanecem vigilantes. O uso de cemitérios como campo de batalha ideológico é uma das faces mais cruéis da intolerância religiosa moderna. O Gospel News Brasil continuará acompanhando esse caso, intercedendo para que os direitos das minorias na Índia sejam respeitados e que os cristãos tribais possam exercer sua fé e honrar seus mortos com dignidade.
Assim como o emocionante batismo aos 101 anos em Pernambuco nos lembrou da beleza do compromisso público com Cristo, a luta dos indianos pelo direito de serem sepultados como cristãos nos lembra que a nossa esperança atravessa o túmulo e não pode ser contida por decretos humanos.
Fonte Original: International Christian Concern (ICC)
Redação: Gospel News Brasil

